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Gerenciamento de uma crise: Você e sua equipe estão preparados para isso?


Adaptado de: Samantha Marais, Swine Safety Designs para National Hog Farmer

Tradução: Fernanda Laskoski

Incêndios, inundações, surtos de doenças, acidentes, explosões – estes são apenas alguns exemplos de situações de crise no mundo todo. O treinamento dos funcionários para esses eventos pode ser, literalmente, a diferença entre a vida e a morte. Todas as empresas estão suscetíveis a uma crise, mas ao contrário da maioria das outras indústrias, os produtores de suínos estão sob grande holofote do público porque o bem-estar dos animais está envolvido.

Ao discutir gerenciamento de crise com uma das minhas mentoras, ela fez uma declaração profunda sobre os produtores de suínos que me marcou. “No cenário de uma crise, você estará cercado de socorristas e pessoal de mídia, mas você (ou seja, técnico/veterinário de suínos) é o especialista”. Portanto, como diz o ditado, é melhor sempre se preparar para o pior, mas a esperança nunca morre.

Há quatro elementos que definem uma crise: uma ameaça iminente a uma organização, um desenvolvimento imprevisível abrupto, um curto período de tomada de decisões e um processo de transformação em que o sistema antigo não pode mais ser mantido. É importante ter um conjunto de procedimentos operacionais padrão para que suas equipes saibam as expectativas em caso de crise. Atualize e treine-se com frequência. É recomendável incluir cursos básicos de segurança pessoal como uma exigência aos egressos funcionários preparando esse novo “técnico de suínos” para situações de crise.

O Departamento do Trabalho e a OSHA dos EUA exigem, no mínimo, que os sistemas operacionais de segurança incluam o seguinte:

• Um método padrão para relatar incêndios e outras emergências.

• Uma política e procedimento de evacuação, incluindo os locais exatos da montagem.

• Procedimentos de evacuação de emergência e atribuições de rotas, tais como plantas baixas, mapas de locais de trabalho e áreas seguras ou de refúgio.

• Nomes, títulos, departamentos e números de telefone de indivíduos, dentro e fora de sua empresa, para entrar em contato para obter informações adicionais ou explicações sobre os deveres e responsabilidades sob o plano de emergência.

• Procedimentos para funcionários que permanecem para executar ou desligar operações críticas da planta, operar extintores de incêndio ou executar outros serviços essenciais que não podem ser desligados para todos os alarmes de emergência antes da evacuação.

• Resgate e deveres médicos para quaisquer trabalhadores designados para realizá-los.

• O sistema operacional de segurança também deve incluir o que deve ser feito se a mídia se aproximar e detalhar também quem é o porta-voz da empresa. Lembre a todos os manipuladores que ele ou ela é um representante visível da empresa e da indústria de carne suína, por isso eles devem sempre se portar de maneira profissional.

Durante uma crise, as pessoas tendem a entrar em pânico, por isso é fundamental ter líderes designados no local que pensem de maneira racional e “com os pés no chão” tenham a capacidade de permanecer equilibrados, e que sejam são responsáveis pelas seguintes ações:

• Avaliar a situação para determinar quais são os próximos passos imediatos.

• Supervisionar todos os esforços na área, incluindo a evacuação de pessoal.

• Coordenar serviços de emergência externos, como assistência médica e bombeiros locais, e garantir que eles estejam disponíveis e notificados quando necessário.

• Direcionar o desligamento de operações e utilidades, como eletricidade, gás e água, quando necessário.

Ao construir e/ou implementar um plano de gerenciamento de crises, ele deve ser consistente, preciso e fácil de acompanhar e executar. Sempre tenha como foco a frase: “as pessoas primeiro”. Embora possa ser desmoralizante para os membros da equipe terem que deixar os animais para trás, a segurança humana é a principal prioridade. Uma vez que todos os seres humanos tenham sido contabilizados, você pode mudar o foco para o seu rebanho. Ao serem contratados, os responsáveis devem ser treinados sobre como lidar com animais soltos ou feridos, e como mantê-los em segurança. Isso ajuda você a garantir um tratamento humano adequado durante um evento de crise.

Como você inicialmente aborda a crise para suas equipes também será de fundamental importância para a conscientização do processo. Cuidadosamente construa declarações internas destinadas a aumentar a moral da equipe e como você planeja lidar com a perda em massa se caso haja. É uma boa ideia reconhecer que você está consciente e preocupado em relação ao rebanho. Isso trará uma conexão emocional àqueles que podem estar sofrendo.

Durante uma crise, a última coisa que você quer é ter funcionários fazendo suposições sobre se eles ainda estão empregados, então remova esses rumores o mais rápido possível e deixe claro as suas ideias sobre essa situação. Permaneça transparente, mesmo se você não tiver uma resposta definitiva, mantenha seus funcionários informados. Se os funcionários veteranos saírem por falta de comunicação, supondo falta de segurança no emprego, você pode ter que contratar e treinar novos funcionários e isto pode revelar-se algo extremamente difícil, e provavelmente sem sucesso a longo prazo.

É um fato que as plataformas de mídia social, como Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn e Twitter, desempenham um tremendo papel na sociedade atual. É recomendado abordar isso com os seus funcionários desde o momento da contratação, seja por um contrato de confidencialidade, proibindo dispositivos de gravação nas granjas ou tentando controlar os tipos de conteúdo que compartilhamos  aos “olhos do público”. A última coisa que você quer lidar durante uma crise é a atenção negativa que resultou de um post de mídia social de um funcionário. Certifique-se de que suas equipes entendam e concordem em seguir as políticas que você estabeleceu para postar em mídias sociais. Lembre-se de mídia social pode ser facilmente um gateway para conexões com grupos de direitos dos animais. Infelizmente, a realidade é que os produtores devem planejar com antecedência como lidar com possíveis alegações de ativistas. Independentemente de quão bem você lida com isso, eles provavelmente tentarão gerar uma história que não será lisonjeira. Pensando nisso, após uma extensa pesquisa sobre o tema, os melhores conselhos que posso dar são os seguintes:

• Seja diligente durante um processo de entrevista para evitar que ocorra a interrupção desnecessária de pessoas externas nas atividades da empresa.

• Assegure que todos os funcionários e equipe envolvida sejam treinados, compreendam e sigam apenas as diretrizes pré-estabelecidas.

• Permaneça profissional, honesto e concentre a explicação e, em seguida, solucione as circunstâncias que chamaram sua atenção.

As empresas costumam ser lembradas por sua resposta à crise anos depois do fato. É tão importante “esperar o inesperado” e que você não seja pego despreparado. Um treinamento adequado ajudará na segurança dos funcionários, na prevenção de crises, no controle da reputação, na dedicação da equipe, no fluxo de produção, na resolução mais rápida dessas situações e ainda, na integridade da empresa.



Texto original disponível em:

https://www.nationalhogfarmer.com/livestock/crisis-management-you-re-expert-your-team-prepared?NL=NHF-001&Issue=NHF-001_20190430_NHF-001_135&sfvc4enews=42&cl=article_1_b&utm_rid=CPG02000003713649&utm_campaign=38127&utm_medium=email&elq2=9592039674994900b72562de17b9cec0

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