SuinoCast – Educação Continuada em Suinocultura

Resistência ao uso de antimicrobianos: ainda não conhecemos todas as respostas

Adaptado de: Carissa Odland, Médica veterinária, Pipestone Veterinary Services.
Tradução: Elisa De Conti.

Imagine que você retornou cansado de suas atividades daquele dia e enquanto você está assistindo o jornal, se depara com a notícia de uma pessoa que está enferma e enfrentando uma doença na qual a bactéria é resistente a antibióticos. A notícia continua falando sobre como está havendo um aumento na resistência aos antimicrobianos ao redor do mundo e o âncora cita o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, afirmando que o uso de antimicrobianos na produção animal é um grande contribuinte para a resistência antimicrobiana em humanos e que a rota de transmissão da resistência entre produção animal e humanos supostamente é pela carne ou ambiente. O som da TV logo se torna distante e você começa a pensar sobre o recente lote de suínos que estava com problema sanitário. Os animais adoeceram de maneira rápida – estavam apáticos, com febre e não estavam consumindo ração e/ou água. Você como médico veterinário, coleta material para o laboratório e o resultado afirma que a introdução da PRRSV foi confirmada com uma coinfecção com um agente bacteriano secundário. Como recomendação necessária, você alerta ao produtor para fazer o uso de medicação via água, e também realizar um tratamento individual dos animais doentes, com antibióticos e anti-inflamatórios.  Quantos médicos veterinários já tiveram essa experiência de animais ficando doentes subitamente e precisando fazer o uso de antibióticos via água e/ou de forma individual para salvar o lote? Há perigo em fazer isso? É sobre isso que a notícia alertava?

Como veterinários envolvidos em desafios sanitários e, consequentemente, em prescrição de medicamentos todos os dias, esse são os tipos de questionamentos que vejo a necessidade de maiores investigações. Para isso, entrei no projeto de mestrado da Universidade de Minnesota para estudar e achar respostas para alguns destes questionamentos:

  1. Quando tratamos nossos suínos com antibióticos, os padrões de resistência aos antimicrobianos mudam (resistência a um maior número de drogas)?
  2. Se sim, por quanto tempo essa resistência permanece no suíno ou no ambiente?
  3. Nós somos capazes de eliminar a transmissão de resistência de um grupo para o outro, dentro do mesmo ambiente?

Como indústria, nos importamos. Nos importamos em garantir que nossos animais sejam saudáveis e que os antimicrobianos funcionem se/quando necessário. Nós também nos importamos com a nossa família, nossos amigos, e as demais pessoas – nos importamos em fazer nossa parte para garantir que os antimicrobianos continuem funcionando na saúde humana. Por nos importarmos é que se torna fundamental que continuemos a aprofundar nossa compreensão sobre a resistência antimicrobiana.

Você está provavelmente pensando: “Excelentes perguntas, Dr. O! Agora você pode pular para a parte em que nos fornece as respostas?”

Mas a verdade é que nós não conhecemos todas as respostas ainda, então convidamos vocês a embarcar nessa jornada enquanto eu estarei avaliando essas questões. Comece por você. Pergunte-se. Como podemos fazer isso? Esse é o primeiro passo para as melhores respostas.

Texto original disponível em: https://www.nationalhogfarmer.com/livestock/antimicrobial-resistance-we-don-t-have-all-answers-yet?NL=NHF-001&Issue=NHF-001_20190523_NHF-001_96&sfvc4enews=42&cl=article_1_b&utm_rid=CPG02000003713649&utm_campaign=38753&utm_medium=email&elq2=6a45ea621f8a460ab94f2d10f743735b       

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